quinta-feira, 9 de junho de 2011

Nossa dança

Teu jeito de dançar é igual ao meu
Reflexo de mim
Se te incomodo, tu não te gostas
Compreendo assim

Quando a bebida se manifesta
Na alegria do teu olhar
É o momento em que me aceitas
E comigo vens dançar

Mas lá no fundo tu me reprime
Transforma rosa em jasmim
E isso me maltrata, me faz triste
Não sei viver assim

Quando o amor fala mais alto
Na doçura do teu abraço
Sinto que me aprovas em tudo que faço
E eu prefiro assim

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Às vezes, muitas vezes

Às vezes sorrio, às vezes eu choro
Às vezes, muitas vezes, eu choro
Às vezes me deito e descanso
Às vezes, muitas vezes, eu danço
Às vezes eu leio e fico quieto
Às vezes, muitas vezes, eu me conecto
O “às vezes” me persegue sempre
E sempre ou, às vezes, ele aparece
Mas nunca consigo despistá-lo
Pois nunca, sem esforço, ele se esquece
Pode virar “de repente” ou até um “ocasionalmente”
Mas no fim acaba mesmo como um vício permanente